Hubstaff
A mão de um homem e de uma mulher a agarrar um par de sapatos verdes de bebé.
Estilo de Vida

Sou Mãe e Trabalho a Partir de Casa

Hoje vou falar sobre a minha experiência sendo mãe e trabalhando a partir de casa e de que forma eu giro todas as situações da minha vida.

Quando comecei a trabalhar a partir de casa, tudo era bem mais simples do que acabou por ser com o passar do tempo.

Comecei solteira

Quando comecei eu era solteira, apesar de estar a viver com o meu namorado, e poucas eram as responsabilidades.

Podia trabalhar a qualquer hora do dia ou da noite, podia ter dias em que trabalhava mais horas e outros menos, sem ter qualquer problema ou dificuldade e era bem mais fácil conjugar o trabalho com a minha vida pessoal.

Depois casei e fui mãe no mesmo ano

Em 2015 tudo mudou e o pânico instalou-se!

Em março descobri que estava grávida, em junho casei e em dezembro fui mãe!

E agora?! Como vou conjugar tudo?!

Durante a gravidez eu continuei a trabalhar como se nada fosse, mas não sabia de que forma eu poderia conciliar tudo.

Para além de que iria ser mãe pela primeira vez, logo nem sabia muito bem no que pensar para poder fazer um plano mais concreto quanto ao futuro.

Em dezembro nasce o meu filho e passadas umas semanas de nascer eu já estava a trabalhar de novo.

O que eu fazia era, como ele dormia muito ao longo do dia, eu aproveitava esses momentos para ir trabalhando, mas passados 3 meses já não dava mais!

O meu filho começou a dar os primeiros passos aos 3 meses!! Eu sei, eu sei! Era muito cedo para tal, mas ele mostrou vontade e eu deixei acontecer claro.

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E aos 6 meses já queria subir a tudo o que lhe aparecia pela frente. Fossem escadas ou sofá, ele só queria subir e descobrir o mundo à sua volta.

Nesta altura tive de parar de trabalhar pois não dava para tomar atenção ao trabalho estando sozinha, a maior parte do dia, com um bebé aventureiro.

O meu truque foi de lhe ensinar logo a melhor forma de fazer as coisas, ou seja… “Ok filho, se queres andar vou te ajudar a dares os primeiros passos da forma mais segura.” “Queres subir para o sofá? Então vou te ensinar como descer do sofá quando estiveres farto de estar no sofá!” “Hora de subir as escadas?! Ó filho, a sério que queres já subir escadas? Então vou te já ensinar como descer as escadas.”

Com tudo isto não era possível para mim trabalhar e acabei por ficar parada durante quase dois anos, ou seja, até que ele poder ir para a creche.

De recordar que eu estava a viver na Holanda e lá o sistema educativo funciona de forma diferente do que em Portugal e, claro está, que não tinha os meus pais por perto para me poderem ajudar.

Sou mãe de um menino de 2 anos e sou casada

Assim que o meu filho começa a ir para a cresce eu pensei logo: “Agora vou poder voltar ao trabalho”.

Mas ainda não era assim tão fácil.

O meu filho só tinha creche 3 horas por dia, mas a realidade é que isso não me chegava. E, como tal, eu dividia o meu dia de trabalho em dois turnos.

Eu trabalhava enquanto ele estava na cresce e depois enquanto dormia a sesta e de noite eu ia dormir pouco depois dele adormecer.

Desta forma eu conseguia estar descansada e assim trabalhar com mais energia.

Sou mãe em processo de divórcio e a planear uma mudança de país

Outro momento de reviravolta na minha vida, em 2018, comecei o processo de divórcio e de mudança para voltar a Portugal.

Foi outro momento em que me foi difícil trabalhar e conciliar tudo o resto.

Claro que os momentos de escola e de sesta eram para eu trabalhar, mas também tinha de planear um divórcio e uma mudança completa de país.

Como eu ia mudar de país, algo que iria mudar era a situação escolar do meu filho.

Na Holanda o ano escolar conta a partir do dia de aniversário. Como tal, o meu filho iria deixar a escola nas férias do Natal, no entanto a nossa viagem estava marcada apenas para fevereiro de 2019.

Então houve as férias do verão que eu não conseguia trabalhar por ter o meu filho a tempo inteiro em casa, e no regresso à escola eu estava mais atarefada com o processo do divórcio e as mudanças.

Estou divorciada e sozinha com o meu filho

Claro está que os primeiros meses de 2019 foi a mudança e depois de voltar para Portugal ainda tive de aguardar até setembro para poder voltar a trabalhar com mais disponibilidade de horário.

Apesar de estar mais perto dos meus pais e de poder lhes pedir ajuda para olharem pelo meu filho, continua a não ser algo com o qual eu possa contar a toda a hora, portanto eu tive de esperar até ele ir para a escola para me poder dedicar a 100% ao trabalho.

E, mais uma vez, o trabalho a partir de casa foi a melhor solução, pois estando sozinha com o meu filho não me posso comprometer com qualquer horário ou disponibilidade diária. Tenho de ter em conta os horários da escola e do ATL.

Em suma, houve momentos em que foi mais fácil trabalhar a partir de casa do que outros, mas, no entanto, o trabalho online continua a ser a melhor opção.

Dicas para gerires a parentalidade com o trabalho a partir de casa de acordo com cada situação familiar

Somos pais e trabalhamos a partir de casa

Se no teu caso, estás junto ou casado com alguém que também trabalha a partir de casa e tens filhos, existe uma compreensão diferente e fica mais fácil de coordenar horários e responsabilidades.

Podem sempre optar por trabalhar apenas quando as crianças estão na escola e estarem disponíveis quando eles voltam para casa.

Ou podem optar por alternar os horários de trabalho para que enquanto um trabalha o outro está com as crianças. E até irem mudando os turnos a cada semana.

Importante não esquecer de momentos em casal, no qual não há trabalho ou crianças e para isto será importante contar com a ajuda de familiares ou amigos, sendo que também podem criar um dia por semana em que, após as crianças irem para a cama, se dedicam a fazer qualquer coisa como casal.

E não estou a falar de sexo, mas de fazerem um jantar romântico, mesmo que em casa, ou uma noite de cinema em casa, ou até mesmo uma noite de conversa ao som de uma música ambiente.

Acreditem que, desde que as crianças estejam habituadas desde cedo a dormir em qualquer situação, eles não vão acordar com o barulho da música de fundo.

E também é importante ter um dia ou dois com momentos em que ambos estão a passar tempo com as crianças.

Tudo tem um momento e lugar nas nossas vidas e não podemos nos descuidar quanto a tal.

Só eu trabalho a partir de casa

Sendo casada ou estando a viver com alguém e tendo crianças, aqui é mais importante aproveitar todos os momentos em que o/a marido/mulher estão a trabalhar “lá fora” e as crianças estão na escola para trabalhar e estar disponível quando estão todos em casa.

Claro está que também se pode utilizar a ajuda de outros para ter mais horas de trabalho.

Por exemplo, o marido trabalha 8 horas por dia e chega a casa por volta da hora do jantar, no entanto as crianças acabam a escola às 15 horas. O que fazer?!

Se possível fale com os familiares mais próximos ou procure um ATL para poder ter os filhos por mais duas ou três horas e assim você pode trabalhar uma média de 6 ou 7 horas por dia e estar disponível a 100% para a família quando estes estão em casa.

Para os que são solteiros ou divorciados

Aqui a limitação acaba por ser maior e a necessidade da ajuda de terceiros também.

O meu conselho é que, se possível, trabalhe apenas quando as crianças estão na escola e/ou ATL e nos períodos em que estes estejam com o outro progenitor.

No entanto, também aqui é importante ter momentos para si, até porque estes momentos lhe darão mais energia para quando voltar ao trabalho ou mesmo ao tempo com as crianças.

Como tal, se for o caso de a cada dois fins-de-semana as crianças passam o fim-de-semana com o outro progenitor, um desses fins-de-semana dedique às tarefas mais complicadas em casa (ex. limpezas a fundo) e o outro a fazer apenas coisas que goste.

Caso pretenda, em vez de fazer as tarefas de casa mais pesadas num fim-de-semana, faça todos os dias um bocadinho e contabilize esse tempo para quando está a sós e um fim-de-semana por mês trabalha e outro para si.

Nas férias escolares, claro que também terá de fazer férias quando eles estão consigo e aproveitar para trabalhar quando estiverem com o outro progenitor.

Mas sem dúvida que estará mais limitado, tendo em conta que quando uma criança está doente, não se consegue trabalhar de forma alguma ou mesmo nas férias, a não ser que se tenha a ajuda de terceiros.

O lado bom de ser pai/mãe e trabalhar em casa

Claro está que seja qual for o trabalho que se faça, há sempre uma grande gestão a fazer quando somos pais, mas sem dúvida que trabalhar a partir de casa nos permite estar mais presentes em certas etapas do crescimento dos nossos filhos.

Hubstaff

Eu estava presente nos primeiros anos a 100% e pude ver os primeiros passos, ouvir as primeiras palavras, acompanhar as primeiras brincadeiras, as primeiras papas… Eu estive lá para as “primeiras vezes” de tudo e continuo a estar”.

E a possibilidade de ter mais disponibilidade e mais possibilidade me fez sempre dar ainda mais valor ao trabalho a partir de casa.

Eu tenho sido uma privilegiada e sem que nem todos entenderão isto da melhor forma, mas sem dúvida que para mim todos estes momentos especiais com o meu filho são momentos sem preço e que compensam qualquer dificuldade para conciliar o mundo do trabalho com o mundo da parentalidade.

“Sei que tenho sido uma mãe priveligiada, pois tenho estado lá em cada fase do crescimento do meu filho, graças ao trabalho a partir de casa.”

Marta Lourenço (ProMarta)

Espero ter ajudado muitos dos que são pais e que querem ou já trabalham a partir de casa.

Deixa nos comentários a tua opinião sobre as dificuldades e mais valias de se ser mãe ou pai e se trabalhar a partir de casa.

E não te esqueças…

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